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Duas considerações sobre o Coronel Elias

 
 
       
Xerem / Gallo
   
 
           
   

Amigo é coisa prá se guardar...

Coronel ELIAS: Como um meteoro, passou pelo Comando do Batalhão da Guarda Presidencial e pelas coisas do Batalhão da Saudade. E como aquele corpo celeste, veio trazendo consigo luz e calor para as pessoas do quartel e da comunidade. E ao ser removido do comando (mas tomara que não de nosso convívio), como  no caso do meteoro, ficou a lacuna, que por certo será preenchida pelo Cel. MONTENEGRO. Mas as marcas deixadas pelo comandante sustituido estarão, por muito tempo  gravadas em nossas mentes. Quem irá esquecer a figura sempre alegre e risonha daquele militar que se fez amigo de quem o cercava? Nunca será exagero enaltecer a pessoa humana, a figura militar e suas ações à frente do BGP. Suas obras materiais ficarão por muito tempo ali a provar o carinho e o cuidado  do mesmo para com a Unidade. Os feitos culturais para informar a quem ali está ou estará, o que foi e o que é o BGP, desde o Impérío até os dias atuais. Seus feitos merecem , a cada vez que se lembre dele e de suas obras, palavras e homenagens. Boas lembranças são a grande herança que ele nos deixa. E não são poucas!!! Como diz um trecho da famosa canção de Milton Nascimento: “... AMIGO É COISA PRA SE GUARDAR DO LADO ESQUERDO DO PEITO...”.
Cel. ELIAS e família, contamos com suas presenças em nossa festa de Ibitinga em 26 de março de 2011. Uma data que vós mesmo escolhestes.
Um abraço do XEREM e de toda a Comunidade do Batalhão da Saudade.

   
           
           
   
Homem chora, sim...

Tudo começa com um sonho. Sonhamos e vc. Coronel Elias, ajudou-nos a concretizar. A vida é feita de momentos, alguns bons, outros nem tanto e outros indescritíveis, que não se encontram palavras que possam descrever. E, esta ida a Brasilía proporcionou a este velho (aliás sinto ainda como se estivesse  na flor dos vinte anos) esses momentos que jamais virão a ser esquecidos. No avião, o coração já queria saltar pela boca  e que  ansiedade. Após locarmos um carro lá fomos a caminho do quartel, meus  olhos por certo tiveram um brilho especial,  olhavam para todos os lados e começaram a vir doces e ternas lembranças dos lugares por onde passávamos. Ao parar em frente ao quartel a emoção aumentou e sei lá a quantos foram os batimentos cardíacos ao defrontarmo-nos  com aquele lugar onde a vivência de um ano nos fez sermos ainda mais patriotas e, a partir desse momento um sonho de quase cinquenta anos tornou-se a  realizar. O coração bateu alto, como o rufar de tambores  ao longe e a cada momento a partir de então se aproxima mais o clímax do me embebedar na saudade. O ontem torna-se o hoje, o agora e os momentos indescritíveis. Algumas poucas mudanças na parte física, no pátio além de D. Pedro o nosso Patrono e a nossa Bandeira a nos receber como se estivessem de braços abertos. Coronel, permita-me chamar-lhe de meu camarada, companheiro de caserna, o que representa o Ser? Ser, é um estado momentâneo? Ser, é definitivo? Ser é estar em sintonia consigo e com os outros? Como poderemos Ser? Ser o que, neste mundo por vezes tenebroso? Ser, é um estado de espírito, Ser é a condição essencial para... Ser é a demonstração sincera do que somos, Ser é romper a máscara do egoísmo, Ser é servir o outro sem barreiras, Ser é condição essencial para VIVER neste deslumbrar do Ser. Lutemos para sermos:  Gente, Amigos, Companheiros, Sinceros e Leais. E Ser, é tornar-se um Coronel para a sociedade, de um valor inestimável contribuindo para o Ser do outro, fazendo um ato de Amor e cumplicidade para os seus comandados, este é o verdadeiro sentido do Ser. Palavras são apenas e tão somente palavras que o vento leva como disse de certa feita o poeta. Agradeço, Coronel, por todas as horas de tanto prazer sob a luz da lua cheia a nos brindar. Agradeço aos meus amigos, me permitam citar Hélio Gouvea, Xerém, Argosuen, a companhia da minha família, a Deus, por todos os momentos. Homem chora, sim e eu CHOREI.

Sd 519 — Gallo — 3ª Cia — 65/66